Paternidade depois dos 40!

Em qualquer momento, e mesmo sem ligação alguma a um recém-nascido, o esbracejar de um bebé provoca um crescendo de ternura. Até aos mais empedernidos. Nem que seja um sorriso. Quando se atinge o bonito número 4 na descendência, em condições normais acrescento, o nascimento de um filho derrete-nos o coração e devolve-nos à essência da existência da humanidade. Se não nos reproduzíssemos, estas linhas nunca teriam sido escritas e outra espécie dominaria o planeta.

É inequívoco que a vivência faz toda a diferença na paternidade, nem que seja quando por simpatia nos perguntam se é o primeiro “netinho”. Comigo já aconteceu duas vezes. Ainda bem. É sinal que transparecemos o amor e compreensão que são notórios na relação salutar entre as gerações distantes.

O meu número 4, o Pedro, chegou inesperadamente e, passados 13 meses, trouxe aos nossos dias um tremendo lugar-comum…”luz”. Uma centelha que nos ilumina constantemente a face e a alma, mesmo quando nos arrastamos com os corriqueiros problemas. Qualquer “gracinha”, por muito usual que seja em todas as crianças, traz-nos um orgulho e uma satisfação que nos transforma em “emojis sorridentes”.

É certo, e falo do meu saber de experiência feito, que o comportamento de um pai com 20 anos, em primeira viagem paternal, é inegavelmente um ataque de nervos, quando comparada com a chegada do segundo, ou mais filhos, numa idade mais avançada. A chucha passou a poder cair ao chão vezes sem conta, sem necessitar de esterilização permanente.

Isto é tão verdade quanto o revelaram 6 pais – um deles sou eu – ao escreverem um livro relatando as suas voltas com a paternidade. Chama-se “Nós os Pais” e serve para ambos os sexos, onde se revelam as angústias masculinas do incrível dom que reveste esta ligação eterna. Ora aí está uma bela prenda de Natal, para actuais pais e…para filhos com ideias de ser pais.

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