Ainda devastados, não por um mas por três tempestades em simultâneo, os centro e norte e norte americanos são agora apoquentados por um terramoto arrasador.

No México não há registo de um abalo tão forte quanto aquele que atingiu a costa do oceano Pacífico. 8,2 na escala de Richter.

E se ontem vos questionava sobre um fenómeno atmosférico difícil de ocorrer em Portugal, hoje deixo o meu alerta para a necessidade urgente de levarmos a sério os cuidados de proteção civil a ter em caso de terramoto.

O último que mudou o curso da história do nosso país, o de 1755, já tinha sido antecedido por outros não tão significativos mas igualmente poderosos cerca de 200 e 400 anos antes.

Apesar da Natureza ser imprevisível os estudiosos da área não excluem a alta probabilidade de tal tornar a suceder por cá.

Os incêndios recentes que destruíram uma área tão significativa do país, revelaram uma incapacidade gritante para responder às necessidades de uma catástrofe das entidades de socorro, por falta de comunicação e burocracias de poder mesquinhas, e também pela iliteracia popular pelos cuidados cívicos em casos extremos.

Nem morrendo dezenas de pessoas naqueles incêndios fez com que fossem aplicadas medidas pedagógicas drásticas de ensinamento de toda a população para estes cuidados que só nos momentos de lamento nos lembramos de falar neles.

Ninguém deseja que se repitam desastres sísmicos em Portugal, todavia os procedimentos para reagirmos a eles continuam entregues ao bom senso de cada um, quando o que se exige é que se apliquem simulacros periódicos, quer no sector público quer no privado, para minimizarmos perdas humanas, em caso de manifestação tão poderosa da Natureza.

Nas tempestades ainda é possível prevenir, evacuando casas, cidades, etc, no que diz respeito aos terramotos só nos resta respeitar regras de segurança a quando das suas ocorrências.

E vocês sabem o que devem fazer se sentirem um tremor de terra?