Ontem, na ilha da Madeira, viveu-se (mais) uma tragédia. 

A queda de uma árvore, numa das maiores festas da ilha, matou 13 pessoas e deixou 52 feridas. 

A festa da Nossa Senhora do Monte é o evento religioso mais importante da ilha. Mas há já quem diga que o Monte está amaldiçoado. Já não é a primeira desgraça que ali acontece. 

E também não é a primeira vez que uma destas árvores antigas e enormes cai e faz mortos.

Relembro que, em 2010, foi aqui onde estou, Porto Santo, durante o comício do PSD de Alberto João Jardim, e que resultou em 2 mortos. Nessa altura, autarca e vereadores foram condenados, por homicídio negligente. 

Agora com este caso de ontem, o que será que vai acontecer? 

Claro que ninguém mandou a árvore a baixo com o intuito de uma desgraça destas. Óbvio que não. Sabemos também que a Natureza tem os seus tempos, e a existência ou queda de árvore pode ocorrer, quando menos se espera, e tratando-se de um exemplar importado, não autoctone, a duração do mesmo torna-se imprevisível. Também por isto é que estas imponderabilidades deveriam estar sob vigilância mais apertada e ser alvo de atenção permanente de todas as autoridades que zelam pela natureza da Madeira.

A tragédia foi ontem e hoje, se pegarmos nas notícias, umas dizem que a árvore estava verde e saudável, outras dizem que a árvore estava velha e com fungos… ora a verdade é que agora pouco importa porque já caiu e infelizmente fez mortos e feridos. 

Mas também não é menos relevante que uma árvore não cai do “nada”. 

E também não é mentira que quando uma algo assim acontece… a culpa ganha molas. Um bailado do “empurra” uns para os outros. 

Não me interessa se a culpa é de A ou de B. O que é relevante é que houve mortos, há famílias desfeitas, há feridos, e vamos ver se o número de vítimas não aumenta. Esperemos que não. 

Importa apurar responsabilidades. Importa perceber como e porquê acontece uma coisa destas. Outra vez. Importa ver e rever e voltar a detalhar, todas e cada uma das árvores, principalmente nos locais que costuram reunir centenas de pessoas, para que nada semelhante torne a suceder. 

Estou aqui ao lado, não presenciei, mas diz quem viu, que o cenário era desolador. E é com certeza. E por isso, o meu abraço sentido vai daqui para todas as pessoas que estavam ontem no Monte. 

Um abraço de força e conforto. 

 

Foto daqui.