Pela sua rica saúde!

Já vos mostrei hoje a foto de uma medição de glicemia pública que eu e a Sónia efectuámos no decorrer da Praça, porém, os números da Diabetes em Portugal são, no mínimo, aterradores.

Com a avó Palmira, de 102 anos.

Hoje mesmo constatámos que a longevidade dos portugueses está a aumentar comemorando os 102 anos da avó Palmira, que quando lhe queríamos cantar os parabéns, nos disse que o seu desejo era ir à casa de banho, o que provocou a gargalhada geral.

A avó Palmira é uma das excepções de quem viveu longe de doenças que a apoquentassem. São cada vez mais os que atingem a centena de anos, todavia com uma qualidade de vida algo duvidosa. E precocemente a ser-lhes revelada a Diabetes.

Nos últimos 2 anos – apenas 2 anos – 160 pessoas são diagnosticadas por dia com esta doença. O pior é que por dia morrem 12 pessoas, neste recente estudo dos dois pretéritos anos.

Para quem se depara com o tipo 1 desta doença, ou seja, contraiu-a involuntariamente, e que é uma esmagadora minoria, os avanços na investigação, e no desenvolvimento de um “pâncreas externo” com dispositivos cada vez mais portáteis e menos dispendiosos, possibilitam uma qualidade de vida que torna quase insignificantes as alterações a que estão sujeitos.

Já a diabetes tipo 2, a que está dependente de factores comportamentais, má alimentação, sedentarismo, obesidade, etc, etc, atinge um milhão de portugueses, sendo que a maioria deles desconhece que tem a doença, arrastando-se para um diagnóstico tardio que pode ter efeitos irreversíveis. O quadro ainda é mais aflitivo quando se sabe que cada vez surgem mais jovens com esta patologia, o que poderia perfeitamente ser evitável.

Sabe-se que a diabetes é uma doença dos países mais desenvolvidos e que, em Portugal, os diabéticos e os pré-diabéticos atingiram este número bombástico: 43% da população. Portanto, sensivelmente 4 milhões de portugueses, estão doentes e poderiam evitá-lo se alterassem simples hábitos.

Ninguém deseja e fomenta uma alimentação espartana, apenas equilibrada, evitando o que TODOS reconhecem como disparates nutricionais.

Já quanto à pratica desportiva, o nosso país continua na cauda do países do Velho Continente. O sedentarismo está a arrastar-nos para a farmácia, o centro de saúde e os hospitais, sem esquecer que os diabéticos enfrentam encargos com medicamentos, que nos últimos dez anos aumentaram 269%.

Se vivemos mais tempo, se a nossa esperança de vida está como nunca julgámos conseguir, era fundamental que se aproveitasse do melhor modo. Com quase três décadas de vida após a reforma, era fantástico que substituíssemos o saquinho dos comprimidos pelo prazer de um passeio, tomar conta dos netos ou caminhar sem mazelas. O problema mais grave é que muito antes de cessarmos a vida activa profissional já arrastamos a diabetes que tão facilmente podemos evitar…

Pela sua rica saúde!!!

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