Nesta senda de notícias e acontecimentos incríveis para Portugal, até o PIB cresceu mais do que seria imaginável, esta manhã recebi uma incrível informação de dois feitos notáveis do mais medalhado atleta português em provas internacionais.

Lenine Cunha sagrou-se campeão do Mundo no Heptatlo e conquistou a medalha de bronze no triplo salto no campeonato do mundo de atletismo Paralímpico que decorre em Bangkok, na Tailândia.

Há menos de um mês, já tinha sido eleito o melhor atleta mundial pela federação internacional de para atletas com deficiência intelectual, numa gala em Brisbane, Austrália.

Com mais estas duas conquistas, o Lenny atingiu as 190 medalhas ficando a dez do sonho das duas centenas. Apesar de admitir que o fim da carreira está próximo o atleta, meu vizinho, aqui de Vila Nova de Gaia, persegue este feito que o deixará entre os Deuses do desporto que adoramos e que servem de modelo para qualquer aspirante a atleta, ou quem sabe, para qualquer cidadão comum que ambicione ultrapassar os seus limites na procura da realização do seus sonhos.

Na hora dos agradecimentos, este sobredotado português nunca esquece o treinador, José Costa Pereira, que o acompanha há 18 anos, e a mãe, que apesar do filho ter sido atingido por uma meningite aos 4 anos, acreditou que o desporto podia devolver-lhe qualidade de vida procurando no atletismo uma solução. Bendita a hora. Hoje temos mais um português repleto de sucesso de reconhecimento internacional mas, ironia das ironias, sem patrocinadores que lhe possibilitem um treino mais dedicado e profissional.

Como agora é habitual dizer-se: “fica a dica”.

Parabéns Lenny. És enorme.