Amanhã A Praça será em Fátima, por ocasião do centenário das Aparições de Nossa Senhora.

A vinda do Papa Francisco e a consagração da santidade aos pastorinhos, Francisco e Jacinta, serão o ponto alto da primeira, monumental, peregrinação Mariana de 2017.

Não é segredo que por três vezes peregrinei até Fátima. Uma vez de bicicleta, e duas a pé. Portanto a minha opinião será sempre parcial, toldada pela minha fé em Nossa Senhora de Fátima.

As linhas de hoje servem mais para vos questionar sobre a vossa fé e o que vos motiva, caso tenham já seguido alguns dos caminhos que ligam o país ao Santuário da Cova da Iria.

Gostei particularmente de ouvir o seleccionador de futebol, Fernando Santos, na segunda-feira, no programa Prós e Contras, da RTP, sobre a distinção que sentiu necessidade de fazer entre fé e fezada.

Para o engenheiro, no passado, ía pedindo a seu belo prazer a intervenção divina para conseguir atingir todos os seus desejos, ignorando o fundamental. Viver na intenção de ser mensageiro da palavra de Fátima.

Quem, entre os crentes, esquece a intenção das palavras, o propósito altruísta do conteúdo, baseia-se numa “fezada” um tanto ou quanto ocasional, muito egoísta, esquecendo que os “milagres” se constroem diariamente com pequenos gestos, atendendo ao próximo e às suas necessidades.

Mas o fenómeno tem interpretações tão generalizadas que redundá-las numa só era muito pouco “cristão”.

Da minha experiência, que neste texto é o menos importante, peregrinei para agradecer as graças que tenho recebido na minha vida, num trajecto de procura interior, e de tomada de consciência do que verdadeiramente vale a pena.

O esforço físico é, para mim, uma prova de que o corpo é uma extensão da nossa vontade, que devemos cuidar. No meu caso a minha resistência foi igualmente uma surpresa de superação.

Agora é o momento de partilharem a vossa prática.