Vacinação obrigatória? Sim ou não?

Há muito que a liberdade individual tem sido discutida no que à ética ligada à medicina diz respeito. São muitas as correntes de opinião que defendem que no caso do bem comum e da manutenção da saúde pública deve impor-se o bem geral ao interesse uno.

Isto vem a propósito aos mais de 500 casos de Sarampo reportados só este ano na Europa, afetando pelo menos 7 países.

Não foi há muito que este tema surgiu na ordem do dia e agora se replica com os 23 casos de Sarampo notificados desde Janeiro e registados pela Direcção Geral de Saúde. Esta entidade não tem quaisquer dúvidas: “Os pais devem vacinar os filhos sem hesitação”. 

O Sarampo é evitável pela vacinação e está (estava) controlado há vários anos em Portugal. É das doenças infecciosas mais contagiosas, podendo chegar a provocar doenças graves ou até mesmo a morte.

Aconteceu, porém, que houve uma primeira infecção detetada numa criança de 13 meses, não vacinada, que deu entrada num hospital a 27 de Março tendo depois contagiado 5 funcionárias que, como estavam vacinadas, tiveram a doença de forma mais leve.

Para termos a noção de que se trata de algo que não podemos negligenciar atente-se que 1 adolescente teve de ser transferida, em estado grave, do Hospital de Cascais para o Hospital da Estefânia.

Tendo vários filhos, todos vacinados, gostava de saber a vossa opinião sobre se concordam que a vacinação obrigatória deveria ir para além do tétano e difteria.

Como informação adicional deixo-vos estes números: a partir de 1965 é que foi criado o Programa Nacional de Vacinação e com ganhos para a saúde significativos. A varíola foi erradicada, no mundo, em 1980. A poliomielite, tem apenas alguns focos da doença em dois países estando praticamente dizimada.

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