Há muito que sabem que adoptei o golfe como minha modalidade preferida de há uns anos a esta parte. Foi no Porto Santo que, respondendo a um desafio do meu grande amigo, Mário Silva, então diretor do campo em causa, decidi começar a jogar este vício.

Jorge Gabriel / Open da Madeira 2010

A proposta não poderia ser mais tentadora. Se começasse a jogar e tirasse o handicap (uma espécie de carta de condução para se poder ir para o campo) jogaria com o vencedor do torneio no ano seguinte. Assim me provocaram, assim me comprometi.

Após um primeiro contacto, onde acertar na bola é quase um acto de louvar aos céus, ou se odeia ou se adora para o resto dos nossos dias. A evolução é sinónima de empenhamento e persistência porque nesta modalidade o sucesso tem uma relação direta com o treino e com o que fazemos dele.

Há fases para tudo. A terminologia é quase sempre esta sendo a ordem arbitrária mas mais ou menos assim:

  • dar na bola (conseguir acertar com o taco na bola para a direção pretendida);
  • ter swing (é também uma espécie de dança, só que com preceitos tão delicados e harmoniosos que para nós homens é sempre uma complicação. Conciliar a força bruta com aquele gesto circular suave, apurado e ao mesmo tempo rápido dá a volta à cabeça de qualquer um);
  • doido para ir para o campo (momento após tirar o exame – o tal handicap – em que podemos ir para o campo sozinho. Rapidamente percebemos que não há nada mais angustiante do que pisar os fairways sem companhia. E isto quando damos com os fairways (percurso ideal por onde deve andar a bola) porque no início é mais couves;
  • ir às couves – os lados do campo de golfe para onde não devemos mandar a bola mas onde ela pára constantemente nas nossas primeiras aventuras, e não só. Apesar de irmos evoluindo com o tempo e treino é incrível a tendência natural em não acertar no sítio certo onde deverá andar a bola…

E por aí fora até se começar a baixar o nível de handicap que é uma espécie de abono de família para a nossa aselhice.

Os benefícios são inúmeros e feitas as contas, honestas e não fundamentalistas, é mais barato do que uma mensalidade num ginásio.

Dos muitos estudos já realizados em todo o mundo deixo-vos números bem elucidativos das vantagens de quem joga golfe:

  1. A actividade física associada reduz os riscos de fractura da anca em menos 36 a 68%.
  2. Reduz os riscos da diabetes em menos 30 a 40%.
  3. Reduz os riscos de ataques cardíacos em menos 20 a 30%.
  4. Reduz os riscos de cancro do cólon em menos 30%.
  5. Reduz os riscos de depressão e demência em menos 20 a 30%.
  6. Reduz os riscos de cancro da mama em menos 20%.

Estes números foram apresentados pelo British Journal of Sports Medicine, em 2006.

Deixem-se de preconceitos e experimentem. Há vários anos que Portugal é considerado o melhor destino de Golfe da Europa!