Quando uma pessoa tem filhos, as coisas mais pequeninas tomam dimensões gigantescas. Por exemplo, como é que uma coisa tão simples como uma chupeta pode dar azo a tanta conversa?

Há muitas pessoas que são contra as chupetas e outras que não conseguem imaginar um bebé que não goste.

Lá em casa a miudagem sempre usou chupeta, só o Pedro é que parece que está a fugir à tradição. Até agora tem rejeitado, mas vamos continuar a insistir, até porque ele está a começar a ganhar o hábito de pôr a mão na boca.

As nossas duas miúdas usaram e nunca tiveram problemas. Aliás, a Mariana usou chupeta até mais tarde e tem uma dentição normal. Quando começámos a achar que já não devia usar, fizemos um acordo com ela: quando fizesse cinco anos dava a chupeta aos nossos quatro-patas.

Foi uma boa técnica para garantir que a passagem não ia ser dramática. Nestes hábitos de bebé, as transições têm que ser feitas com calma.

Acho que tirar a chupeta de repente e sem falar com a criança pode ser traumático. Há muitos truques que se podem usar, desde ir restringindo o uso da chupeta à noite, a deixar a criança usar em dias alternados.

Uma coisa que resultou muito bem com as nossas filhas foi dizer-lhes que a chupeta é para os bebés. Todas as crianças gostam de se sentir “crescidas”, e dizer-lhes isto pode ser meio caminho andado para perderem o hábito de forma natural.

Vamos continuar a dar a chupeta ao Pedro e ver o que acontece. Se calhar, daqui a uns anos estou aqui a descrever-vos o dia em que o rapaz se tornou num “menino grande”!

 

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