Ontem deparei-me com um artigo que me deixou assustado e a perguntar-me: será que andamos a trabalhar demais?

Acho que não é novidade nenhuma para todos nós, principalmente depois de sabermos que somos um dos países da UE que mais horas de trabalho conta ao final do ano.

Parece que as empresas cada vez impõem horários mais alargados aos funcionários, e mesmo os próprios cargos de chefia trabalham mais do que deviam. E isto significa que a saúde e a vida familiar acabam por levar por tabela.

Fazer televisão pode ter horários estranhos, e também sou pai e marido, por isso sei bem o difícil que pode ser conciliar o trabalho com a família e o tempo que todos nós devemos dedicar a nós próprios.

Já todos sabemos que trabalhar em excesso faz mal, mas o problema é ainda maior quando percebemos que pode afectar todos aqueles à volta do trabalhador. Num país com uma população tão envelhecida é necessário que as pessoas tenham direito a ter uma família, e isso só vai acontecer quando se criarem condições.

Outra coisa que me chocou bastante ler no artigo foi que hoje em dia, além do nosso trabalho ainda fazemos o dos outros e nem nos apercebemos!

As caixas self-service do supermercados, as bombas de gasolina e até mesmo as compras on-line são aquilo a que se chama trabalho-sombra. Esta situação existe quando se obriga o consumidor a trabalhar para poder consumir um produto, e muitas vezes tem consequências graves, como o despedimento em massa.

A lógica que passa pela cabeça das empresas é: se uma máquina, ou mesmo o consumidor, pode fazer, porque é vamos estar a pagar a alguém?

Cabe aos empregadores mudar de mentalidade e dar o exemplo. O trabalho não deve ser um fardo, antes pelo contrário. Afinal, já está mais que provado que as pessoas felizes no trabalho o fazem com mais qualidade!

 

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