Eusébio da Silva Ferreira, conhecido também como o Pantera Negra, foi um jogador brilhante que continua a inspirar os apaixonados pelo futebol, até mesmo aqueles que não o viram jogar.

Nasceu em Moçambique, onde representou o Sporting de Lourenço Marques e foi, mais tarde, transferido para o Benfica. Foi aí que espalhou toda a sua magia! São números absolutamente incríveis: em 436 jogos pela equipa das águias, marcou 465 golos. Na selecção portuguesa, conseguiu marcar 41 golos.

A admiração que sentimos por Eusébio ultrapassa qualquer preferência clubística.

Tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o King, como também era chamado. Numa viagem que fizemos a Cabo Verde, depois de algumas horas a conversar sobre futebol, chegámos à triste conclusão de que, em Portugal, as pessoas não gostavam de futebol. Gostavam, isso sim, de clubes.

Todos sabemos que ele era um verdadeiro apaixonado pelo Benfica, mas aquilo que conseguiu fazer é notável: encantou o mundo.

Vejam aqui este golo, apontado contra o Brasil, em 1966. Recordo que, neste Mundial, Eusébio foi o melhor marcador e estivemos quase a chegar à final:

A importância de Eusébio era inegável. Lembro-me de se dizer que António de Oliveira Salazar o impediu de sair para outro clube, embora não haja uma confirmação oficial sobre este assunto. Nos anos do Estado Novo, não havia a facilidade que existe hoje em dia nas transferências de jogadores para clubes estrangeiros, devido ao cumprimento do serviço militar.

De uma coisa tenho a certeza: Eusébio deixou uma marca insubstituível na História. Recordo-o como o melhor jogador de todos os tempos e como o homem que conseguiu elevar o nome do nosso país.

É por isso que hoje recordo um nome que nunca iremos esquecer: “Eusébio, Eusébio, Eusébio”, gritava-se depois de cada golo.

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