O que é que o meu Pedro vai ser? Será que vai ser feliz? E as irmãs? Vão ter filhos, vão viajar pelo mundo, vão ter muitos amigos? Vão dar-se sempre bem?

Se há por aqui algum pai que nunca pensou nisto que ponha a mão no ar! Todos nós acabamos a ter estas preocupações e ansiedades para o futuro dos nossos rebentos. Faz parte da natureza humana projectar cenários para o futuro e nós pais, então, somos ainda piores nestas coisas!

Ainda faltam muitos anos para isto, mas de vez em quando dou por mim a pensar no que o Pedro vai ser. Advogado, bombeiro, veterinário, astronauta, pintor… Há tantas coisas que ele pode vir a fazer!

Com as nossas miúdas, a coisa já vai mais encaminhada. Na adolescência os miúdos, por muito confusos que sejam, já vão começando a descobrir aquilo de que gostam. Por exemplo, já sabemos que a mais nova não vai ser pianista, mas se calhar poderá ser bailarina ou advogada. Mas com o Pedro as possibilidades são infinitas!

Bem sei que é muito difícil para um pai aceitar que os filhos são pessoas independentes, que um dia vão ter a sua vida e só vão ligar lá para casa quando precisarem do número da oficina.

Mas é para isso que nós servimos, não é? Para lhes darmos todas as condições para que um dia só precisem de nós quando tiverem o motor do carro estragado (ou o coração partido).

Chega a um momento em que os nossos miúdos já tomam imensas decisões sozinhos, e com o passar do tempo fica tudo pior! Mas eu estou decidido a não ser um pai choramingas e a aceitar isto tudo. Os nossos filhos são pessoas, e temos que saber respeitar as decisões que eles tomam. Por muito que isso nos deixe um nózinho no peito.

Por isso, deixo aqui por escrito esta declaração de intenções: o meu Pedro vai ser o que ele quiser!

 

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