O Pedro está quase a chegar e, como acontece sempre nesta altura da gravidez, lá em casa já andamos com medo que o rapaz nos vá nascer onde não deve, como num avião ou num táxi!

Digo isto porque na semana passada vi a notícia da menina que nasceu num avião. Chama-se Haven e parece que vai ser uma rapariga bem viajada, já que a companhia aérea Cebu Pacific lhe ofereceu 1 milhão de milhas para usar ao longo da vida. Bom, nem consigo imaginar onde levava o meu Pedro primeiro, com tanta viagem possível!

É que nós cá em casa brincamos com isto, mas a partir de uma certa altura, uma pessoa nunca sabe quando o bebé vai estar pronto para vir ao mundo. Já temos tudo preparado e já temos algum cuidado, como é óbvio. Aliás, até há companhias aéreas que não permitem grávidas no último mês!

Não andamos com planos de fazer uma grande viagem nos próximos tempos, por isso o máximo que pode acontecer é o nosso rapaz nascer num táxi ou mesmo no carro. Pelo sim pelo não, e pela piada, já andámos todos a pesquisar o que fazer em caso de “nascimento de emergência”!

Eu, é claro, ia ser o ajudante mais inútil do planeta! Ia ficar sem saber o que fazer, todo “desnorteado”. É que as mulheres, de facto, são seres muito fortes! Para nós, os pais, o parto é um momento bonito, mas quando nos começamos a aperceber daquilo que a mulher está a passar ficamos logo desorientados.

O que eu sei é que, nasça o moço onde nascer, eu quero lá estar! Quero ser aquele pai babado que corta o cordão umbilical e o pega pela primeira vez ainda na sala de partos, com a touca meio de lado e um sorriso colado no rosto.

Pedro, despacha-te!

 

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