Ontem faleceu o internacional português Artur Correia. Foi um dos primeiros craques da bola que conheci pessoalmente, quando trabalhava no início da minha aventura na comunicação, na Rádio Comercial.

Com ele preenchi horas sem fim, ouvindo as histórias da bola que me amadureceram como apaixonado da bola. Foi outro dos meus mestres, Artur Agostinho, que me apresentou o primeiro futebolista que me fez chorar de desgosto, em menino, quando adoeceu gravemente, ainda jogador.

Foram horas e horas da sabedoria de vida, de alguém que não se privou dos prazeres da vida, como se não houvesse amanhã. Evitou por certo que disparatasse nalgumas decisões que tomei, mas juro-vos que me fez sonhar.

Com ele era possível acreditar que só há gente boa, amiga do seu amigo, e pronta a sorrir, a brincar, a viver sem preconceitos. O “ruço” sofreu horrores com a saúde na mesma medida em que desfrutou dos prazeres de viver.

Está e estará na galeria das minhas melhores memórias.

 

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