Até que ponto devemos confiar cegamente no GPS?

Li recentemente um artigo no jornal Público sobre a total dependência do GPS nos dias de hoje e o facto de chegarmos a perder por completo o nosso discernimento, por confiarmos em demasia nesta tecnologia.

Já vos aconteceu estarem a seguir as indicações e perceber que, apesar de o GPS vos dizer para virar à direita, a opção mais lógica é virar à esquerda? Seguiram o GPS ou o vosso instinto?

Um dos episódios mais tristes e mais trágicos aconteceu em 2009, nos Estados Unidos, quando Alicia Sánchez e o filho Carlos, de apenas 6 anos, foram encontrados em Death Valley [Vale da Morte], onde as temperaturas podem atingir rapidamente os 50 graus no Verão. Carlos estava já sem vida e Alicia num estado muito avançado de desidratação e a delirar. Alicia disse, na altura, que estava apenas a seguir as indicações do seu GPS.

Mais estranho é o caso do casal sueco que se dirigia à ilha de Capri, em Itália e que pelo facto de ter escrito mal o destino no GPS acabou em Carpi, uma cidade do Norte de Itália. Mas será que não acharam estranho? É que Capri é uma ilha!

Também num episódio recente da série Anatomia de Grey há um casal que é hospitalizado por cair de carro no rio, porque o GPS lhes diz para seguir em frente, mesmo não existindo estrada. Quando interrogados sobre se não tinham visto o rio e o porquê de não terem parado antes e evitado o acidente, a resposta é simplesmente: “Sim, vimos o rio, mas o GPS dizia para seguir em frente e nós seguimos!”.

É claro que o episódio ficcionado é uma caricatura do que se passa na vida real, mas não é exagero se afirmarmos que há quem confie cegamente no GPS. E que apesar de estar a ver com os próprios olhos que o aparelho está a dar indicações erradas, ou desactualizadas, prefere confiar mais na tecnologia do que no próprio cérebro!

Com isto não digo que sou contra a tecnologia do GPS. Muito antes pelo contrário! Já me safou muitas e muitas vezes de andar perdido no meio do nada e já não prescindo dela nas minhas viagens!

Mas em caso de dúvida, concordo com o autor do artigo. Não há melhor sistema de navegação do que os nossos próprios olhos e o nosso próprio cérebro!

E vocês, que histórias caricatas têm para contar sobre as vossas experiências com o GPS?

 

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3 comentários em “Até que ponto devemos confiar cegamente no GPS?

Eu particularmente nunca quis GPS em meus carros pois não confio neles já fiquei sabendo de alguns casos reais de pessoas que foram parar em locais de onde não saíram com vida , um dia quando eu sentir que a utilização é 100% confiável ou eu me ver em situações que seja imprescindível o uso pode ser que eu me adapte a eles por enquanto sou mais confiar no meu senso de direção que é bom e no velho ditado ” quem tem boca vai a Roma ” . Abraços !!

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